Os 10 melhores vinhedos da Cordilheira dos Andes

Os 10 melhores vinhedos da Cordilheira dos Andes

A impressionante Cordilheira dos Andes se estende da Venezuela à Patagônia, emoldurando com seus 8 mil quilômetros de extensão, nada menos que 7 países. As montanhas nevadas que chegam a atingir 4 mil metros, além de deixar os turistas boquiabertos com tanta beleza, são uma das principais protagonistas no processo de vinicultura em Mendoza.

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Por quê a Cordilheira dos Andes faz um vinho tão bom?

A irrigação de muitas das inúmeras plantações de vinhedos da cidade é feita através das águas límpidas do degelo da Cordilheira dos Andes. A clareza e a pureza da água produz um pH baixo nas uvas, maior acidez e vinhos com mais cor e potencial de envelhecimento.

Conhecida como a “Terra do Vinho” por contar com cerca de 150 mil metros quadrados de uvas plantadas, Mendoza oferece o famoso tour “Caminhos dos Vinhos”, no qual, é possível visitar algumas das melhores bodegas, entre as mais de mil espalhadas pela cidade.

No passeio, além de degustar vinhos diferentes e analisar os aspectos visual, olfativo e gustativo, os visitantes aprendem a diferença entre os aromas, os tipos de uvas e acompanha todo o processo de fabricação: colheita, separação, retirada do suco, amadurecimento, envelhecimento e engarrafamento.

Em meio a tantas bodegas premiadas, cheias de tradições e histórias, preparamos um Top 10 que até Dionísio, o deus dos vinhos, iria querer conferir! Cada uma tem um diferencial especial, algumas são indispensáveis de acrescentar no roteiro, mas, todas proporcionam a inesquecível experiência de degustar um bom vinho com a Cordilheira dos Andes como pano de fundo. Então, sem mais delongas, um brinde e deguste sem moderação!

1. Bodega Catena Zapata

Ir à Mendoza e não acrescentar ao roteiro uma visita à vinícola Catena Zapata é perder a oportunidade de conhecer uma das mais importantes da América do Sul. A história, a tradição e a altíssima qualidade dos vinhos são os grandes, porém, não os únicos diferenciais desta vinícola.

O dono, Nicólas Catena, um dos nomes mais conhecidos no mundo do vinho, é o responsável pelo sucesso da marca e também pelo reconhecimento do vinho argentino no cenário mundial. Graças ao trabalho dele, o vinho argentino está no Top Five do mercado norte americano, canadense e brasileiro. Não é de se estranhar que Nicólas Catena tenha recebido prêmios como o Distinguished Service Award 2012, reconhecimento valioso concedido pela revista americana Wine Spectator.

Muito apreciado por brasileiros, os vinhos da vinícola seguem a filosofia de viticultura com precisão, um dos fatores que garante o sucesso da Catena Zapata. E, além de uma vida dedicada a pesquisas para descobrir o micro-clima mais favorável para cada tipo de uva, no processo minucioso, cada planta é tratada de forma individual e manual, utilizando as mais avançadas tecnologias para maximizar a qualidade.

2. Pulenta Estate Winery

Entre as muitas famílias italianas que imigraram para a Argentina com um sonho na bagagem, estava a família Pulenta. A herança de 3 gerações, seguida hoje pelos irmãos Eduardo e Hugo Pulenta, resultou na qualidade da Pulenta Estate Winery.

Na vinícola, situada em uma propriedade de 333 acres, em Alto Agrelo, região da Luján de Cuyo, videiras especialmente importadas da França e da Itália, floresceram aos pés da imponente Cordilheira dos Andes.

Acompanhado de uma explicação bem didática, o tour começa no vinhedo e acaba na sala de degustação, onde os visitantes provam uma variedade de vinhos muito bem elaborados. Entre os títulos estão Sauvignon Blanc, Pinot Gris, Chardonnay, Malbec Rosa, Merlot e o Cabernet Franc que, é disparado o preferido dos turistas.

Outro diferencial que também encanta os visitantes é a experiência olfativa. De olhos vendados, os visitantes são levados a descobrir pelo cheiro, produtos como café, chocolate, tabaco, etc.

3. Ruca Malen

Muito mais que uma experiência em degustação de vinhos, na Bodega Ruca Malen, os visitantes são agraciados com um passeio acompanhado de explicação e depois experimentam um impecável menu degustação de 5 passos com 5 ótimos vinhos para harmonizar com a gastronomia.

Escolhida como a número 1 de 20 pontos turísticos em Lujan de Cuyo, pelos viajantes do TripAdvisor, a bodega se destaca por oferecer a degustação num ambiente intimista, elegante e com vistas para os vinhedos e para as incríveis montanhas da Cordilheira dos Andes. A primeira safra da vinícola foi em 1999 e, de lá para cá, a produção só tem aumentado, tanto na quantidade, quanto na qualidade. Atualmente a Ruca Malen chega a produzir 1 milhão de litros por ano.

4. Bodega Norton

“La tierra, el clima, la vid y la pasión de nuestra gente, viven en cada uno de nuestros vinos”. A frase de Micheael W. Hakstrick, presidente da Bodega Norton, representa a filosofia, na qual, a célebre marca se instalou no mercado vitivinícola da Argentina. Tudo começou em 1895, quando videiras trazidas da França cresciam cercadas pela Cordilheira dos Andes.

Quase um século depois, em 1970, a Bodega Norton, amplia suas instalações e se consolida como referência do vinho Malbec na Argentina. Jorge Riccitelli, enólogo chefe da Bodega, foi o primeiro argentino a conquistar o prêmio “Enólogo do ano de 2012” pela prestigiada revista americana Wine Enthusiast.

Depois de participar do tour e mergulhar nas histórias e em todo o processo de produção, chega enfim o momento tão esperado, saborear o resultado. Dentre as experiências oferecidas durante uma visita à Bodega Norton, o emparelhamento da gastronomia do Restaurante Videira com os premiados vinhos, é, sem dúvidas, o desfecho perfeito.

5. O. Fournier

Ao se aproximar da Bodega O. Fournier, o visitante pode achar que está prestes a embarcar em uma nave espacial. A sensação se dá diante do moderno projeto arquitetônico do edifício que, se visto de longe, realmente lembra uma nave estacionada em meio ao cenário desértico que a Cordilheira dos Andes emoldura.

A “nave” pode até não sair do chão, porém ao adentrá-la, o visitante vive de fato uma viagem, ao mundo dos vinhos. O projeto arquitetônico, um dos mais ousados das bodegas da região, é assinado pelos arquitetos Eliana Bórmida e Marcos Yanzón.

E, foi graças a esta arquitetura diferenciada, que a O. Fournier foi eleita pela Forbes uma das 10 mais belas vinícolas do mundo. Mas, como o sábio ditado popular já eternizou: “Beleza não se põe à mesa” e, quando se trata de mesa, a excelência da O. Fournier é garantida não só com os vinhos, mas com a gastronomia do Restaurante Urban, que é preparada especialmente para harmonizar com os melhores exemplares de Malbec, Carbenet Franc, Syrah, Sauvignon Blanc, Torrontés e Chardonnay.

A busca pelos melhores terroirs aliada a mais moderna tecnologia é um dos segredos do sucesso da bodega que conta com filiais no Chile e Espanha, e exporta os seus vinhos para 42 países em todo mundo.

6. Achaval Ferrer

A produção da Achaval Ferrer é pequena, não passa de 50 mil garrafas por ano e é justamente por isso que a exclusividade e o atendimento personalizado dão à vinícola um charme especial. A localização das propriedades, situadas entre 700 a 1.100 metros acima do nível do mar, oferece as condições privilegiadas de solo, clima e de irrigação, que é feita através das águas puras do degelo da Cordilheira dos Andes.

Em uma visita, o turista acompanha todo o processo, desde o cultivo manual da vinha até o momento do engarrafamento, onde a tecnologia ajuda no desempenho, resultando em vinhos encorpados e muito bem estruturados. O ponto alto da visita acontece no momento em que é possível experimentar o vinho direto do barril, ainda em estágio de fermentação.

7. Bodegas Salentein

Na Bodega Salentein cada detalhe faz a diferença! A começar pela construção do edifício em forma de cruz, pensada para encurtar a distância que o vinho percorre quando transportado, evitando assim, a oxidação.

Com o claro objetivo de produzir somente vinhos de alta qualidade, a bodega está situada numa área de 700 hectares com 700 vinhedos plantados em uma altitude que varia de 1.050 e 1.550 metros acima do nível do mar. A diversidade de microclimas e de solo oferece um ecossistema único para o crescimento das vinhas e para a maturação de diferentes tipos de uvas.

Outro fator que ajudou a potencializar a qualidade da bodega é a contratação de Pepe Galante, um ícone no mundo do vinho argentino que, após 30 anos de Catena Zapata, assumiu o cargo de enólogo chefe na Salentein e levou na bagagem 3 décadas de prestigio e pura experiência.

O projeto todo leva influências da arquitetura andina tradicional e utiliza elementos como pedras, retirada da região de Cuyo. A intenção era preservar as essências da arquitetura que é marcada por características como interiores pouco iluminados, janelas pequenas e paredes grossas para retardar a entrada do calor.

E, para ir além da combinação arquitetura + ótimos vinhos, na Salentein a inovação fica por conta do espaço Killka, um centro cultural, artístico e gastronômico que expõe obras de arte e oferece a gastronomia perfeita para emparelhar com os vinhos da casa.

8. Andeluna Cellars

Rodeada pela paisagem excepcional da Cordilheira dos Andes e para o imponente Vulcão Tupungato, a bodega Andeluna Cellars possui 80 hectares com vinhas plantadas por descendentes dos pioneiros na indústria do vinho na Argentina e já teve seus vinhos elogiados pela Decanter, Wine Spectator, Wine Enthusiast e muitos outros veículos da imprensa internacional.

O tour pela vinícola mostra toda a tecnologia moderna e a microvinificação utilizada para os vinhos premium, o desfecho, claro, se dá na sala de degustação, onde o visitante pode provar todas as linhas, desde os vinhos mais frutados aos Gran Reserva, ou seja, vinhos de grandes colheitas, envelhecidos durante ao menos 2 anos em barris de carvalho.

O projeto teve seu pontapé inicial através dos investimentos do conhecido empresário internacional HermanWard Lay. E, como parece que uma boa bodega se faz com herança, história e tradição, seu filho Ward Lay, após a morte do empresário, deu continuidade à Andeluna Cellars mantendo a filosofia: “Grandes vinhos exigem mais do que apenas uvas de qualidade superior”.

9. Bodega Caelum

Criada em 2009, a Bodega Caelum é um projeto familiar que ainda está a engatinhar, porém já possui fãs e muitos bons pontos em seus vinhos. Com muita “pasión”, a família Pimentel trabalhou a finco com dedicação, sempre à procura da mais alta qualidade que garantisse o sucesso em cada garrafa.

Durante o tour, ninguém melhor para contar essa história que os membros da família. Nos ambiente pequenos e aconchegantes, os irmãos Constanza Pimental e Hernán Pimentel recebem cada cliente e contam a história de uma paixão que, ao final, será saboreada e entendida, a cada gole.

Na propriedade também é cultivada uma plantação de pistache que, além de contribuir para a beleza dos cenários, dá um toque exótico e requintado na gastronomia que será emparelhada com um premiado Malbec ou Cabernet Sauvigon digno de uma pontuação 90, segundo a avaliação do Guia Penin 2013.

10. CarinaE Viños & Bodegas

Assim como o casal Brigitte e Philippe Subra vieram da França em 1998, os barris de carvalho que garantem a qualidade dos vinhos da CarinaE Viñedos & Bodega, também são franceses. No estilo boutique adega, a vinícola criada em 2003, conta com 19 hectares de vinhedos, capacidade para armazenar 260 mil litros e 2 adegas com capacidade de 300 barris.

O atendimento familiar e a exclusividade são os principais diferenciais da CarinaE em relação às vinícolas multinacionais. E, apesar de nova e pequena, é equipada com a mais alta tecnologia e tem o foco voltado somente em vinhos de alta qualidade, feitos com vinhas de Syrah, Cabernet Sauvignon, Torrontés e Malbec de 95 anos.

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Comentários

  • Boa recomendação, só conheço a Andeluna, Salentein, O. Fournier (restaurante ótimo) e a Catena Zapata, pretendo voltar para conhecer essas indicações restantes.

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  • Adorei a matéria! Aproveito para dividir a minha experiencia de viagem em Mendoza com vocês e dar a minha dica! Eu estou tentando aprender sobre vinhos e fui pra Mendoza, lá tive uma experiência inesquecível. Quando fui eu já tinha algumas vinícolas em mente..Catena, Pulenta…enfim, as mais conhecidas, mas por indicação da agencia de turismo também conheci algumas vinícolas que ainda não exportam vinhos para Brasil e amei como Bonfanti e Caelum. Também fiz o passeio na Alta Montanha…entrei no Parque Aconcágua, incrível a paisagem! Como era a primeira vez que eu ia, eu não quis arriscar e contratei os serviços com uma agencia de turismo. Eu não quis fazer os meus passeios num taxi ou de onibus, dizem que não é muito seguro e muitas vinícolas não recebem turistas sem prévia reserva. E se me permitem fazer uma sugestão para quem ainda não foi, eu recomendo a empresa de turismo Mendoza Holidays (www.mendozaholidays.com), planejei a minha viagem por Skype e pude pagar os passeios ainda no Brasil, me atenderam super bem e me acompanhou uma guia de turismo brasileira que é assessora em vinhos. Me foram buscar na porta do hotel com um motorista mendocino super simpático e educado e um carro super confortável, me senti super segura e aprendi muito com as dicas da guia. Quero voltar e conhecer mais lugares que por falta de tempo não pude ir. Beijos! Carol

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    • Olá, Carol!

      Fico feliz que tenha gostado e mais ainda que participe da MAG dividindo suas experiências e dando suas dicas. Adoramos isso! :)
      Realmente visitar as vinícolas por conta própria pode não ser tão proveitoso quanto com um guia. E, melhor ainda se o serviço for assim prestativo e simpático como disse ser o do Mendoza Holidays. Lembraremos dele!

      Obrigada, Carol!
      Beijos

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    • estamos indo para mendoza de a19 a 24.05.14 com um grupo de 07 pessoas. pesquisei em alguns sites e blogs e separei algumas bodegas – familia zuccardi, catena zapata e estate winery. sera que compensaria irmos sozinhos para degustação e almoco com previa reserva pelo site das bodegas. grato.

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