Ostras: Para quê te quero?

Ostras: Para quê te quero?

Formar pérolas brilhantes não é o único motivo pelo qual as ostras são cobiçadas mundo afora! Além de produzir a joia que enfeita pescoços e orelhas com um toque clássico, o molusco de aparência não muito apetitosa é uma iguaria gastronômica deliciosa, degustada por paladares exigentes e servida nos mais requintados restaurantes.

IL Campanário - Medalha de prata na categoria Resort do Prêmio Zarpo 2013

Aproveitando que dia 13/09 começará a divulgação do IL Campanário Villaggio, nosso Resort Bronze dos Prêmios Zarpo 2013 em parceria com o Estadão, resolvemos apresentar aos nossos leitores um tesouro. Não, tal tesouro não é a pérola, mas, está diretamente ligado às ostras e nasceu em Floripa, a terra do nosso finalista. Estou falando do restaurante Ostradamus e as melhores ostras de Floripa.

A capital das ostras

Florianópolis - Considerada a capital das ostras

Se você nunca provou uma ostra, saiba que Florianópolis, segundo o Guia Quatro Rodas 2013, é o melhor lugar do Brasil para virar fã do molusco. Além de todas as belezas naturais que renderam o apelido de Ilha da Magia, a cidade se mostra ainda mais interessante quando nos deparamos com um fato: Floripa é responsável por mais de 80% da produção nacional de ostras.

De carro a sorvete e de sorvete às ostras!

sorvete-zarpo-magazineImagem ilustrativa

Hoje, o Restaurante Ostradamus que já foi premiado consecutivamente pela Revista Veja, é uma referência em ostras na cidade, mas como toda boa história tem um começo… O manezinho Jaime José de Barcelos seguia sua vida trabalhando na oficina de pintura e funilaria de carros, quando resolveu ousar. Vendeu a oficina, abriu uma lanchonete e se dedicou a vender sorvetes para os turistas que chegavam sedentos em Ribeirão da Ilha, vilarejo histórico situado a cerca de 40 km do centro de Florianópolis.

E, apesar de Ribeirão da Ilha ser o principal polo produtor de ostras no Brasil, o pulo para os moluscos não aconteceu assim tão rápido. Jaime ainda tentou levar a vida acrescentando à lanchonete cachorros quentes, caldo de cana e água de coco. Mas, muitos dos turistas que chegavam até Jaime, queriam mesmo era descobrir o porquê da fama do vilarejo, ou seja, queriam comer ostras. Nosso empreendedor não teve dúvidas, apostou tudo nas ostras, foi um dos pioneiros a servir os moluscos em Ribeirão da Ilha, com direito a uma fazenda marinha para cultivo próprio.

De comer com os olhos fechados

Limpeza das ostras antes do preparo

O tempo passou e com ele Jaime aprendeu que os clientes são muito exigentes e cobram uma qualidade ímpar de um restaurante que se propõe a servir ostras. Com razão! Apesar de saborosas, é necessário cautela ao se esbaldar em uma porção dos moluscos que são como filtros que absorvem impurezas e bactérias do mar.

É claro que com o aprendizado de Jaime, o Ostradamus só evoluiu! Para garantir que você coma tranquilamente, de olhos fechados, as ostras do restaurante passam por um processo de depuração com filtragem da água e aplicação de radiação ultravioleta para eliminar qualquer bactéria estraga prazeres.

Então, todos a bordo!

Prato de ostras

Situado à beira mar e com vistas para o berçário dos moluscos, o Ostradamus convida seus clientes a zarpar rumo ao mundo das ostras. Como num barco, uma simpática tripulação de garçons vestidos de marinheiros servem os moluscos in natura, no bafo, alho e óleo, gratinada com queijo… Huumm! A variedade é tanta que, até os mais decididos, se perdem.

Mas, a indecisão não é problema, graças aos eventos mensais realizados por Jaime, como os festivais de ostras e as degustações com 24 opções. Isso, sem falar nos jantares harmonizados com os vinhos da adega. Sim, nos Ostradamus também tem uma ótima adega subterrânea com 150 rótulos… Mas, isso fica para uma próxima viagem!



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